terça-feira, 29 de dezembro de 2009

PÉTALAS DO CORAÇÃO – A FLOR E O JARDINEIRO

Acabei de receber por e-mail de uma grande amiga e irmã na Luz, a Elaine, que a Divindade me deu de presente, juntamente com a amizade e irmandade de sua família linda,  neste ano que se finda!


PÉTALAS DO CORAÇÃO – A FLOR E O JARDINEIRO




- Samuel Souza de Paula -



Elevo meus pensamentos ao Infinito, abro meu coração, torno-me receptivo. E em meio a essa sintonização energética, recebo um presente. Sinto... E agora vejo uma flor rosa brilhante flutuando à minha frente. Seus raios luminosos se intensificam. Um estado íntimo se instala, um profundo sentimento de comunhão com a vida...

Com essa sintonia, meus olhos brilham na certeza, certeza de que, a cada dia, estamos crescendo, em cada atitude, em cada experiência, em cada erro, em cada acerto. Com cada poda há um novo broto a surgir. Penso na paz mundial e no amor florindo carinhosamente... Penso, sinto, reflito, até onde chegará essa vibração. Dessa pequena flor... Deixo-me caminhar pelo jardim de suas palavras...

Flor que triunfa entre as ervas e eleva a visão ao céu, e ao mesmo tempo contempla a sua sombra no chão. Ela, a flor que diz, dentro do coração: “Tenha um sorriso no rosto, um olhar brilhante e amor pela vida; tenha um coração esperançoso; o tempo passa e as coisas mudam; aproveite os raios de sol, absorva o brilho, e encha o jardim-terra com sua vitalidade e perfume de amor!”

E seu diálogo vem como um filme. Um certo dia essa flor foi interrogada por um jardineiro, que, entusiasmado, admirava a sua beleza, e perguntou, meio sem saber por quê:

- Qual seria o adubo da felicidade?

- O cultivo do amor lançado em todos os terrenos – respondeu a flor, cheia de carinho e humildade, pois cada consciência é uma semente-vida que brota na terra, transforma, recria, e traz seu raro perfume.

Então me lembro daquele conselho: “Quem se alimenta das coisas do mundo material sem as transformar, é um homem profano e não um homem espiritual”.

E deixo a flor clamar: - Jardineiro, jardineiro, escuta o que digo, logo iremos aos jardins do espaço e, aqui, deixaremos nosso casco, que perfume deixarás? Vive sabendo que brotamos da mesma semente, somos filhos da Raiz-Primeira. Sejamos iniciados do amor.

- De onde vem esse conhecimento, se só te vejo pregada nessa terra. Oh flor invisível, que vejo em meus olhos? – perguntou o jardineiro, em tom extasiado.

- Não sou o que teus olhos vêem, disfarço-me na forma material. Muitos conhecimentos foram semeados pelo mundo, nunca deixes de aprender com eles, aprecia os aromas que te chegam suaves nas rosas da vida e sabe que, em seu caule, existem muitos espinhos. Estuda, acima de tudo, ama! O caminho do passado nos conduziu ao lugar em que nos encontramos agora. E do futuro nos levará aos planos superiores. Vejamos o passado como experiência adquirida. E o futuro como o próprio presente das atitudes de agora. E que o presente, sempre continuo, seja a apreciação da vida, mudança e eternidade.

Foi então que uma chuva fininha começou a cair pelas terras nutridas de toda poesia dessa flor, como se bênçãos caíssem dos céus num espetáculo mágico. As gotas luminosas banhavam o jardineiro e a flor, e ambos sentiam o frescor sutil de vida. O jardineiro, então, fechou os olhos e, no silencio, sentiu... Caíam gotas de chuva nas pétalas da flor que brotou em seu coração.

Cada gota era como gotas serenas de amor, amor... E seus olhos, depois abertos, como num espelho da alma, nutriam a mesma seiva de vida. E, numa eloqüência carinhosa, desejou...

Que o perfume da alegria inunde todas as faces da Terra! Que a luz seja levada aos abismos trevosos e faça brotar a mais bela flor! Que o amor seja sempre cultivado e presenteado, e que a terra possa se tornar um dos mais belos jardins de Deus!

Paz e Luz!



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"voce é o sol na vida daqueles que te amam, doe sua luz com alegria e abundância"