Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.
Eu te amo para comerçar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda
Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.
Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.
(Pablo Neruda)
quinta-feira, 24 de abril de 2008
(PABLO NERUDA, O Coração Amarelo)
Depois de tudo te amarei
Como se fosse sempre antes
Como se de tanto esperar
Sem que te visse nem chegasses
Estivesses eternamente respirando perto de mim
Perto de mim com teus hábitos,teu colorido e tua guitarra
Como estão juntos os países nas lições escolares
E duas comarcas se confundem e há um rio perto de um rio
E crescem juntos dois vulcões.
Perto de ti é perto de mim e longe de tudo é tua ausência
E é cor de argila a lua na noite do terremoto,
Quando no terror da terra juntam-se todas as raízes
E ouve-se soar o silêncio,com a música do espanto.
O medo é também um caminho.
E entre suas pedras pavorosas pode manchar com quatro pés
E quatro lábios, a ternura.
Porque sem sair do presente que é um anel delicado,tocamos a areia de ontem
E no mar ensina o amor
Um arrebatamento repetido.
Como se fosse sempre antes
Como se de tanto esperar
Sem que te visse nem chegasses
Estivesses eternamente respirando perto de mim
Perto de mim com teus hábitos,teu colorido e tua guitarra
Como estão juntos os países nas lições escolares
E duas comarcas se confundem e há um rio perto de um rio
E crescem juntos dois vulcões.
Perto de ti é perto de mim e longe de tudo é tua ausência
E é cor de argila a lua na noite do terremoto,
Quando no terror da terra juntam-se todas as raízes
E ouve-se soar o silêncio,com a música do espanto.
O medo é também um caminho.
E entre suas pedras pavorosas pode manchar com quatro pés
E quatro lábios, a ternura.
Porque sem sair do presente que é um anel delicado,tocamos a areia de ontem
E no mar ensina o amor
Um arrebatamento repetido.
Arriscar é Viver
Rir é arriscar-se a parecer louco. Chorar é arriscar-se a parecer sentimental. Estender a mão para o outro é arriscar-se a se envolver. Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu eu verdadeiro. Amar é arriscar-se a não ser amado. Expor suas idéias e sonhos ao público é arriscar-se a perder. Viver é arriscar-se a morrer. Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção. Tentar é arriscar-se a falhar. Mas… é preciso correr riscos. Porque o maior azar da vida é não arriscar nada… Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são. Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza. Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver… Acorrentadas às suas atitudes, são escravas; Abrem mão de sua liberdade. Só a pessoa que se arrisca é livre… “Arriscar-se é perder o pé por algum tempo Não se arriscar é perder a vida…”
Assinar:
Postagens (Atom)




